Um estudo científico confirmou a presença de carraças infetadas com o vírus da febre hemorrágica de Crimeia-Congo no sudoeste de Espanha, reacendendo o alerta das autoridades de saúde para uma doença potencialmente grave em humanos.
A investigação, conduzida pelo Instituto de Salud Carlos III em colaboração com universidades e centros de investigação, analisou mais de 3.000 carraças recolhidas entre 2017 e 2024, maioritariamente em fauna selvagem. Os resultados mostram que o vírus foi detetado na espécie de carraça Hyalomma lusitanicum, com uma taxa de infeção de cerca de 1,5%. A maioria das amostras positivas estava associada a veados, mas também foram identificadas em javalis e gamos. Embora estes animais não desenvolvam a doença, funcionam como hospedeiros das carraças, contribuindo para a manutenção e circulação do vírus no ambiente natural.
A febre hemorrágica de Crimeia-Congo pode ser transmitida aos humanos através da picada de carraças ou do contacto com tecidos de animais infetados. Em casos mais graves, a taxa de mortalidade pode atingir cerca de 40%. Segundo a Jara Y Sedal, em Espanha, foram registados cerca de 20 casos humanos desde 2013, alguns fatais, o que mantém a vigilância ativa por parte das autoridades. Apesar de o risco para a população em geral ser considerado baixo, a presença contínua do vírus no território demonstra que a ameaça permanece ativa, exigindo atenção e medidas preventivas adequadas.
Fonte: Jara Y Sedal
