No dia 3 de maio, por volta das 10h30, decorrerá a apresentação do livro Covarsi “El legado”, na Sala de edifício Acos, inserido na Ovibeja, em Beja.

A Galiza publicou o calendário para a época 2025/2026, que inclui as épocas de caça menor e maior, medidas de controlo de prejuízos e atualiza os regimes especiais por espécie, introduzindo algumas alterações relevantes em relação aos regulamentos em vigor na última temporada.
E a maior alteração é efetivamente a introdução do lobo como espécie passível de ser caçada e estabelece que podem ser autorizados controlos excecionais por danos. Contudo é importante referir que, como regra geral, a caça ao lobo continuará proibida.
Fonte: Jara Y Sedal
Este é um vídeo que se tem tornado viral no Tik Tok: como é que os javalis fazem o ninho. Descubra de seguida!
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Mais um ano, mais uma edição! De 9 a 11 de maio, decorre a Expocaça, no Cnema, em Santarém, e promete muitas novidades!
Com uma série de atividades programadas, a Expocaça promete novidades, muitos expositores e eventos para toda a família, desde provas, demonstrações, debates, lançamento de livros, conferências e concursos de matilhas.



Para mais informações, pode consultar o site oficial AQUI.
Vemo-nos na Expocaça?
De 26 e 27 de abril, realiza-se mais uma edição da Feira de Caça – Terras de Sicó, na localidade de Degracias.
Esta feira que pretende promover a caça, o mundo rural, o território, a cultura rural e os sabores da região, vai ter 97 expositores de criadores caninos, um concurso de beleza para cães e 32 stands de venda. No domingo de manhã realiza-se uma “cãominhada cinegética”, entre a feira e a Igreja, onde decorrerá a bênção dos animais. Ao longo desta Feira haverá mais de 60 prémios para entregar nestes concursos de cães. Haverá ainda uma Prova de Santo Huberto e uma Prova de Tiro aos Pratos. O espaço contará ainda com zona de restauração.

Que todos fiquemos cansados quando a jornada de caça se torna mais exigente é algo normal, pois esta nossa paixão tem uma elevada componente física e requer ainda forte capacidade psíquica. Andar por terrenos complicados durante muitas horas é normal, assim como também é muito comum carregarmos mais equipamento do que precisamos! É precisamente a isso – ao equipamento que transportamos durante as nossas jornadas de caça menor – que vamos dedicar este artigo.
A idade não perdoa; quando não é a idade é a “barriga”; entre os mais novos, uma noite mal dormida… Encontramos sempre desculpas para uma “performance” menos própria e que nos cria dificuldades a acompanhar a linha de caça. Um caçador deve estar em boa forma, mas isso não implica andar a fazer um treino de desportista olímpico para poder caçar. A maioria consegue superar as dificuldades pela sua paixão à atividade e, regra geral, todos os caçadores são pessoas esforçadas, capazes de suportar quilómetros e adversidades graças à sua motivação. No entanto, os quilos extra pesam mais com o passar desses quilómetros e, na maioria dos casos, é muito fácil tornar a jornada mais aprazível apostando num equipamento mais ligeiro; as botas, o vestuário, as armas e mesmo as munições. Aliás, se observarmos antigas fotografias de caçadores, observamos que precisavam de muito pouco para caçar. Logicamente, agora podemos enfrentar todas as dificuldades com o maior conforto que nos proporcionam as roupas técnicas para caçar, ou um calçado mais robusto e adequado ao terreno que pisamos. E até mesmo com armas com báscula em liga leve…
VETERANO: MENOR CALIBRE
“Já não dou para estas voltas…”, frase que ouvimos com frequência da boca dos mais veteranos da linha, ou que até nos passa pela mente… Na verdade, a antiguidade é um posto, todos sabemos; facilmente um caçador mais veterano consegue antecipar um lance, colocando-se melhor no terreno e, dessa forma, aproveitá-lo melhor. Por isso mesmo, uma espingarda de menor calibre pode ser uma excelente opção para um caçador veterano. Passar dos três quilos e “picos” de uma espingarda de calibre 12 para cerca de dois quilos e meio de uma calibre 20, irá notar-se a meio da jornada. Além disso, a redução de peso na cartucheira e colete também se fará notar, com os cartuchos de 28-30 gramas a substituírem os cartuchos com 32, 34 ou 36 gramas. A espingarda mais leve também irá mudar o nosso tempo de reação, tornando-nos mais rápidos a assistir ao lance. Algo a considerar.
Aproveitando a tecnologia
Caçar com umas calças de ganga, uma camisa velha em flanela, um fino impermeável pendurado à cintura (caso chova) e umas botas duras é algo que muitos de nós já fizemos. Quando a maioria começou poucos tínhamos acesso a equipamento técnico para caça e tão pouco nos preocupávamos demasiado com isso. Se podemos agora sair a caçar com uma camisa em tecido transpirável em vez da grossa flanela, que nos deixará livres do suor e secos para suportar o vento mais fresco, certamente vamos caçar melhor graças ao maior conforto. O mesmo se passa com umas botas com GoreTex, ou algo semelhante, que nos deixarão os pés secos. Se analisarmos, praticamente todas as soluções técnicas propostas hoje e que encontramos no mercado, têm razões de peso para nos convencer, proporcionando além de um maior conforto frente às condições ambientais, uma interessante redução de peso no equipamento. Essas modernas membranas que agora fazem parte dos tecidos das roupas e do calçado proporcionam-nos mais proteção e conforto, eliminando condensação e suor que habitualmente nos acompanhavam com as peças tradicionais (gangas, flanelas e botas simplesmente de couro). Agora temos coletes de caça mais leves e funcionais, mais ergonómicos, que distribuem o peso e se sentem menos no corpo.

As armas
Com as armas passa-se algo semelhante. Esquecidas as iniciais renitências aos materiais sintéticos (sobretudo ao aspeto “plástico” que tanto nos preocupava quando víamos uma espingarda com coronha em polímero), hoje já não se justifica apostar em espingardas com mais de três quilos e meio apregoando a sua superior resistência dada pelo peso do material. Atualmente encontramos no mercado espingardas de calibre 12 a rondar os três quilos, com qualidade e robustez necessárias, com canos mais curtos (hoje não se justifica o uso de canos demasiado longos) capazes de desenvolver elevadas prestações balísticas. O mesmo se passa com as munições. Vale a pena carregarmos com cartuchos de 36 gramas de chumbo? Um bom cartucho com 32 gramas desenvolve uma excelente balística para cobrar com limpeza qualquer peça de caça menor, respeitando as distâncias de tiro. Com uma espingarda mais leve e cartuchos de carga moderada também vamos obter um maior conforto de tiro. Estamos de acordo em conservar as tradições, mas não devemos confundir a utilização de equipamento moderno, que usa materiais mais eficazes ao esforço solicitado pela nossa atividade, com a quebra da ligação às formas tradicionais de caçar.
COLETE DE CAÇA: REPARTIR SEMPRE O PESO
Levar equipamento completo (carregamos sempre demasiadas coisas), uma garrafa com água, os cartuchos… e depois a caça abatida, quando caçamos com colete, tudo isso nos fará peso nos ombros. Se repararem nas fotos antigas, caçadores de perdizes iam ligeiros, com cartucheira, a espingarda e… nada mais do que a caça pendurada à cintura. O colete de caça tornou-se mais prático e amplamente utilizado, pois tem uma série de bolsos onde podemos colocar a carteira dos documentos, as chaves do carro, o telemóvel, a garrafa de água… etc. Mas habitualmente repartimos mal o peso no colete. Por exemplo, nunca devemos colocar uma ou duas caixas de cartuchos no amplo bolso traseiro do colete de caça. A ideia é repartir o peso que transportamos pelos bolsos do colete e, se precisaRmos de muitos cartuchos por se antever uma jornada longa e com muita caça, o ideal será levar também a cartucheira, retirando assim peso dos ombros para a cintura, bastante mais robusta para suportar esse peso extra. Assim também garantimos dois locais para colocar a caça abatida; no bolso do colete, ou pendurada à cintura, possivelmente a melhor solução para evitar o incómodo que nos dará, por exemplo, o peso extra de uma lebre.
A Fundação da Casa de Bragança tem feito uma grande intervenção na área da conservação em alguns exemplares que integram a sua coleção de caça, no âmbito das funções de conservação do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança.

Segundo a Rádio Campanário, entre abril e dezembro de 2024 foram restaurados, por uma equipa de especialistas, 152 exemplares. As intervenções foram em diversas áreas, desde restauros osteológicos, taxidermias e peles. Esta coleção é composta por várias espécies provenientes das coleções reais e doações de colecionadores privados.
Toda esta coleção pode ser visitada no núcleo da caça no Castelo de Vila Viçosa, de 3.ª Feira a Domingo.

Na passada quarta-feira, a Fencaça fez o comunicado, referindo que a caça à rola vai mesmo abrir em 2025, ao contrário do que foi inicialmente referido pelo ICNF (que seria somente em 2026).
No site oficial da Fencaça, pode ler o seguinte comunicado, na pessoa da Drª Paula Simões:
“Contra todas as expectativas, o Instituto de Conservação da Natureza (ICNF) foi forçado a reconhecer o erro da sua postura inflexível relativamente à abertura da caça à rola-comum. Apesar das orientações públicas e sensatas do Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, o ICNF insistia teimosamente na manutenção da moratória da caça à rola em 2025, ignorando a realidade e caminhando em sentido contrário à orientações da Tutela e dos demais países da rota migratória ocidental.
Enquanto Espanha, França e Itália avançavam para a reabertura da caça em 2025, o ICNF insistia em defender a moratória. O próprio NADEG confirmou: “PT não apresentou uma proposta, uma vez que a posição atual do país é não permitir a caça até 2026/27. As autoridades portuguesas manifestam a intenção de apresentar uma proposta no futuro, para beneficiar da experiência de outros Estados-Membros” (relatório do NADEG- 10º reunião do TFRB, de 4 de março).
No entanto, prevaleceu a autoridade de quem governa. A decisão do Secretário de Estado foi essencial para corrigir um erro e restabelecer um equilíbrio justo na questão. Na reunião do NADEG de 1 de abril, o ICNF foi foçado a mudar de posição, alinhando-se às diretrizes com os demais países da rota migratória ocidental e defendendo a reabertura da caça à rola.
Jacinto Amaro, presidente da FENCAÇA, destaca: “Graças ao acompanhamento incansável da FENCAÇA nas reuniões do NADEG, conseguimos desmascarar a manipulação da informação promovida pelo ICNF. A distorção dos factos criava obstáculos desnecessários e prejudicava os interesses dos caçadores portugueses.
A nossa firmeza e coerência foram decisivas para que a verdade viesse ao de cima. O que o ICNF garantia ser impossível transformou-se numa realidade da noite para o dia, provando que a FENCAÇA, com trabalho, conhecimento e persistência, garante que os interesses dos caçadores sejam respeitados. Continuamos a ser a principal voz da caça em Portugal”.
Desde 2021, o ICNF não apresentou dados relevante ao NADEG e falhou em fornecer informações essenciais para a reabertura da caça à rola (veja as atas das reuniões do NADEG e os documentos de trabalho). Felizmente, graças a posição geográfica de Portugal na rota migratória ocidental, ao trabalho árduo de Espanha e França que- incluíram monitorização da população e da abundância, avaliação da sobrevivência e análise da relação entre a espécie e os habitats- forneceram dados fundamentais para a gestão adaptativa e para a recuperação de habitats de toda a rota migratória. Esses esforços foram determinantes para alcançar as metas estabelecidas pelo NADEG para reabertura da caça na rota ocidental. A esses países estamos verdadeiramente gratos.
A diminuta quota atribuída a Portugal (13.200 rolas) é consequência da falta de capacidade do ICNF para cumprir a sua função. A falta de aportação de dados e respostas atentada beneficiou Espanha que fruto de um excelente trabalho realizado ao longo de quatro anos conseguiu, conseguir que lhe fosse atribuída a quota de 106.920 rolas. Mas depois deste atribulado processo, esta quota ainda que reduzida é importante porque representa um marco, um objetivo alcançado graças aos esforços dos caçadores na recuperação da população de rola-comum.
A incapacidade do ICNF em cumprir a sua função levanta sérias dúvidas sobre a sua competência e compromisso. Ao longo de quatro anos limitou-se a pouco mais que informar de que manteria a moratória e futuramente iriam apresentar uma proposta, para beneficiar da experiência de outros Estados-Membros.
Não nos deixamos amedrontar por discursos preparados e sem conteúdo nem vivemos numa realidade virtual. Temos os pés bem assentes na terra e trabalhamos em prol do coletivo dos caçadores e da caça, que merece ser tratada com seriedade e não com desculpas e inação.
O ICNF deveria aprender com o trabalho realizado pelos Governos de Espanha e França em vez de tentar justificar a sua inoperância
O ICNF deveria estudar os planos estratégicos de Espanha e França para o retorno da caça à rola, iniciados logo após a aplicação da moratória. Talvez assim pudesse aprender o que é estratégia e organização.
O ICNF tenta agora justificar a sua inoperância e falta de eficácia com a ausência de respostas por parte do Programa ProRola1, cuja coordenação foi pelo próprio ICNF atribuída ao Instituto Superior Agrário (ISA). Isso é inaceitável!
O ProRola 1 não foi concebido para dar resposta às perguntas do NADEG nem para implementar as suas recomendações. A ausência de respostas e de execução de diretrizes emanadas do NADEG são da responsabilidade exclusiva do ICNF. Após anos de trabalho negligenciado, inércia e desorganização, como é obvio não conseguiu manter um papel proactivo na questão da rola-comum, tenta agora encontrar um bode expiatório.
O ICNF continua a ser o principal responsável pela gestão e conservação da rola-comum e das demais espécies cinegéticas, a quem cabe a garantir a preservação de habitats e a gestão sustentável dos recursos cinegéticos. É igualmente o principal recetor de verbas do Fundo Ambiental para recuperação de habitats e preservação da biodiversidade, por isso, deveria vir a público explicar o que fez com todos esses milhões de euros ao longo de seis anos.
Mantendo a mesma linha de atuação, não teremos problemas somente com a rola-comum, há outras espécies como a codorniz e ao zarro-comum e marrequinha, que já se encontram sujeitas a um regime de gestão adaptativa, espécies com as quais o ICNF já deveria estar a trabalhar num roteiro, para não cair no mesmo abismo.
Este cenário reflete a realidade do funcionamento do ICNF: falta de organização, inércia e descompromisso com a caça e com os caçadores portugueses. Infelizmente, essa situação já não nos surpreende, pois há mais de seis anos nada de significativo fez em prol do setor.
A FENCAÇA continuará a trabalhar em prol da reabertura da caça à rola
Neste momento, ao ICNF resta criar um sistema de fiscalização e controle que permita gerir a quota atribuída a Portugal- condição necessária para a reabertura da caça à rola.
Com a mudança de posição do ICNF, a FENCAÇA está pronta a colaborar no rápido desenvolvimento do Plano de Controle e Fiscalização e no desenvolvimento de uma aplicação digital (App), na fase de testes e implementação.
Portugal terá de desenvolver o Plano e apresenta-lo ao NADEG até 11 de abril, na expectativa de que este considere que cumpre os requisitos por si recomendados e que embora extemporâneo, a reabertura se possa realizar.
A postura tardia e desorganizada do ICNF pode ter um custo elevado. Mesmo que a proposta enviada em 11 de abril esteja tecnicamente sólida, a sua submissão de última hora e a falta de respaldo em dados concretos podem comprometer a sua credibilidade.
Daqui até à abertura da caça, há muito trabalho a ser feito, e a FENCAÇA, como sempre, estará presente e disponível para colaborar de forma construtiva.
Entretanto, num período marcado por eleições nacionais, resta-nos aguardar para ver que surpresas nos esperam após maio. Mas a grande questão mantem-se: o que irá o ICNF fazer até à suposta abertura da caça à rola? Finalmente assumirá a suas responsabilidades ou continuará a sua política de inação?
O tempo o dirá, mas a FENCAÇA, mantêm-se firme com o seu compromisso. Já trabalhávamos em prol do setor antes desta equipa que lidera atualmente o ICNF ter assumido responsabilidades e continuaremos após a sua saída. O nosso foco foi, é, sempre será, a defesa da caça e dos caçadores portugueses.
Paula Simões”
No dia 10 de maio, o CPDK vai organizar uma Prova de Santo Huberto, inserida na feira anual de caça em Santarém, a Expocaça.
Esta é uma prova aberta a todas as raças e as inscrições (que são limitadas) estão abertas até 6 de maio.
As provas decorrerão na Herdade da Agolada de Cima mas depois o almoço e entrega de prémios terá lugar na Expocaça.

Quantas vezes assistimos a uma montaria com inúmeros disparos e os resultados não são mais do que meia-dúzia de reses? E nas esperas como é possível errar algo com o porte de um javali? O que se passa? Se fizermos uma análise da média de tiros por rês cobrada veremos que os resultados são surpreendentes. Facilmente essa média poderia ser melhorada. Como caçadores responsáveis temos essa obrigação. E o primeiro passo será afinarmos – nós próprios – as nossas carabinas.
Não vamos colocar em causa o trabalho dos armeiros, necessário para a correta montagem dos órgãos de mira ótica (convencionais ou eletrónicos), instalação das bases, escolha dos melhores sistemas, etc. Claro que quem se sente habilitado a esta tarefa pode avançar para o “faça você mesmo”, mas o trabalho de um bom armeiro continua a ser imprescindível para a maioria. Inclusive para uma primeira afinação do conjunto, em túnel de tiro, por exemplo. Mas para se ter um conjunto carabina/ mira/munições devidamente afinado para o seu proprietário, esse trabalho deve ser realizado pelo próprio. Por exemplo, imaginam- se a conduzir um automóvel de um amigo sem regular a distância do banco aos pedais? E se esse automóvel for um desportivo de alta potência, para poder desfrutar desses momentos únicos temos mais afinações a fazer para além da distância do banco aos acelerador e travão. Não é verdade?
Em primeiro lugar…
A primeira coisa a ter em conta é que as nossas armas devem estar limpas para que funcionem corretamente. Sim! As carabinas também precisam de limpeza. E isto não é válido unicamente para as armas usadas, as armas novas – saídas da caixa – também precisam de ser limpas. Normalmente vêm protegidas por um forte produto de proteção contra a corrosão, para que possam ficar devidamente armazenadas durante longos períodos de tempo. Essa camada protetora deve ser removida. Por exemplo, nas armas semiautomáticas essa “massa” facilmente ficará mais espessa com a temperatura resultante dos primeiros disparos e produzirá resíduos que podem dar origem a interrupções nos mecanismos de repetição. Outro perigo é que tenham esse produto na alma do cano. Poderemos pensar que os primeiros disparos vão “limpar” o cano, empurrando esse lubrificante para fora, mas isso pode não acontecer e os resíduos facilmente se podem incrustar nas estrias e aumentar a pressão, inclusive causar deformações no cano. Ou seja, cuidado com a limpeza das armas, sejam elas usadas ou novas.
Limpeza geral
Se a arma é nova vamos desmontá-la, acompanhando o processo pelo manual. Todos sabemos como funcionam, mas alguns modelos têm os seus “segredos” e o manual dá-nos todos os passos e informações sobre o que precisamos (ferramentas) para esta tarefa. Para a limpeza das peças existem produtos específicos, desengordurantes e lubrificantes. Cuidado com os lubrificantes! Não devemos recorrer a óleos multiusos que podem não estar preparados paras as temperaturas a que estão sujeitas as armas de fogo. Vamos utilizar produtos específicos para armas. O mesmo se passa com os trapos de limpeza, que podem deixar resíduos nos elementos mecânicos e provocar o mau funcionamento dos mecanismos ou, pior, no interior do cano. Cuidado também com a utilização de alguns produtos solventes que danificam os materiais sintéticos (plásticos, borracha…) existentes em várias partes das armas de fogo.
Afinação de alça e ponto-de-mira
Cada vez são menos utilizadas, mas como o saber não ocupa lugar… Não é uma tarefa complicada. Normalmente as alças têm afinação em deriva (lateral) e muitas possuem marcações micrométricas que nos vão guiar nesta operação. Regra geral os pontos-de-mira têm afinação vertical e por vezes também têm escala. Deve ser escolhido um bom apoio, que pode ser um cavalete específico (preferível sem apoio para o couce da coronha) ou com sacos de areia fina que vão suportar a carabina. O alvo deve ser colocado a não mais de 50 metros. O processo de afinação só começa depois de efetuados pelo menos dois disparos. Se os mesmos estão juntos (agrupados), mesmo longe do centro do alvo, significa que foram bons tiros. Vamos supor que os impactos ficaram à direita do centro do alvo: • Se a afinação for feita na alça, vamos deslocá-la para a esquerda; • Se a afinação for feita no ponto- de-mira (por exemplo, em armas com alça fixa), vamos deslocá-lo para a direita. Resumindo, com a alça em sentido contrário e com o ponto-de-mira no mesmo sentido. Se os impactos ficaram baixo no alvo: baixamos o ponto-de-mira ou subimos a alça, conforme a afinação for feita num ou outro elemento. Com as miras abertas estamos sempre sujeitos a erros de altura ou deriva, a configuração da alça conta muito para a margem de erro. Por exemplo, as alças em U ou em V com um ponto-de-mira quadrado ou cilíndrico, respetivamente, permitirão sempre disparos mais precisos do que as alças de “rampa”, mais adequadas a encares e tiros rápidos sem tanta precisão.

Uma mira bem montada
Muitos caçadores vão caçar sem nunca terem dado um único tiro com a sua nova mira telescópica, montada e afinada por um armeiro. Normalmente esse tipo de afinação é genérica e se bem feita coloca os impactos no alvo. No entanto existem outros fatores que influenciam a precisão de tiro. Por exemplo, o conforto da posição da cara. Uma postura forçada irá criar tensões que provocarão disparos menos precisos. O alinhamento do olho diretor (que utilizamos para fazer pontaria) com a mira é muito importante. Esse alinhamento deve ser perfeito com o encare da arma. Outro fator de grande importância é a distância ocular, que não só vai permitir uma mais rápida aquisição do alvo como também garantir que o caçador não leva com a ocular no sobrolho! Uma forma correta de verificar se a mira está bem montada é fechar os olhos e realizar o encare da arma. Ao abrir os olhos, se a ocular da mira ficar perfeitamente alinhada com o olho diretor e a uma distância segura (9 a 10 cm), então está perfeita! Isto é válido tanto para miras convencionais como para os aparelhos de pontaria de visão noturna/térmica.
Limpeza do cano: Cuidado!
O cano de uma carabina deve ficar bem limpo e sem uma única gota de lubrificante. Isso mesmo! • Um cano estriado limpa-se sempre da câmara para a boca; a introdução de uma vareta de limpeza pela boca do cano pode danificar as estrias, o que fará a arma perder precisão de tiro. • Se o cano está sujo, primeiro deve fazer-se uma passagem com um escovilhão de cobre e depois, eliminados os resíduos, passar com uma “mecha” de algodão ou lã. Poderá utilizar uns cilindros de algodão de utilização única; colocam-se pela câmara e empurram-se até sair pela boca do cano. Os produtos de limpeza e lubrificação devem ser sempre os adequados. • Numa carabina com várias épocas de caça é natural que se acumulem resíduos de cobre (o material mais utilizado nas camisas dos projéteis) que devem ser eliminados. Para isso existem produtos específicos (em líquido) que desincrustam esses resíduos algumas horas após a sua aplicação. Depois desta operação o cano deve ser limpo normalmente. • Devem ser sempre utilizados acessórios de limpeza adequados; varetas próprias para armas de cano estriado, “mechas” de limpeza, etc.
Afinar uma mira ótica
Existem diferentes métodos para afinar uma mira ótica convencional (com torretas de afinação). Em primeiro lugar vamos procurar um bom apoio de tiro; uma mesa estável, um cavalete ou sacos de areia e um banco regulável em altura. Habitualmente as carreiras de tiro disponibilizam este tipo de material. O primeiro passo será colocar o alvo a 50 metros de distância. Se a carabina é de ferrolho, e o mesmo é facilmente removido da caixa da culatra, vamos alinhar a alma do cano grosseiramente com o centro do alvo. Com a arma bem apoiada, e sem mover “um pelo”, vamos regular as torretas de deriva e altura de modo a fazer coincidir o retículo com o centro do alvo. Com este método temos praticamente garantido que o primeiro disparo será, pelo menos, no alvo. Com uma carabina semiautomática este processo não é possível. Por isso é aconselhável o recurso a um colimador, sendo os de laser os mais práticos. O investimento neste acessório será facilmente compensado pelo menor gasto de munições. Projetado o ponto laser no alvo, com recurso às torretas vamos levar o retículo da mira ao centro. Nenhum destes passos conclui o processo de afinação da mira. Agora há que efetuar pelo menos dois disparos. Mais uma vez, só serão considerados “bons” se estiverem agrupados, ou seja, que não estejam separados por mais de dois ou três centímetros (a 50 metros é razoável). Se for o caso, podemos usar como referência um desses impactos e fazer as contas do número de cliques (nas torretas) necessários para o levar ao centro do alvo. Habitualmente as torretas têm as marcas de UP e R, respetivamente no dispositivo de afinação vertical e horizontal. Passamos à afinação “fina”. Se o impacto ficou baixo, para o subir deve dar os cliques no sentido da seta UP. Se quiser levar o tiro para a direita, então basta dar os cliques no sentido da seta R. A cada clique corresponderá um determinado deslocamento a 100 metros (regra geral); por exemplo, 1 clique = 1 cm a 100 metros. Neste caso, com o alvo a 50 metros de distância, se o nosso impacto estava (p.ex.) 4 cm à direita, temos que rodar a torreta (de afinação horizontal) 8 cliques, ou seja, o dobro dos cliques para metade da distância de referência (100 m). O processo de afinação deverá ser concluído garantindo pelo menos três disparos agrupados.
100, 200, 300 m…
Existindo a possibilidade de disparar ao alvo a 100 metros de distância essa oportunidade deve ser aproveitada, principalmente por que podemos praticar. Para concluir a afinação a esta distância com disparos efetivos, vamos proceder da mesma forma; dois disparos, afinação nas torretas e três disparos para concluir. No entanto, se a única possibilidade de tiro são os 50 metros, pode perfeitamente afinar a essa distância o seu conjunto (carabina/ ótica/munições) para tiros mais longos. Não se esqueça, partindo do princípio de que tem tudo perfeitamente bem montado. Todos os fabricantes de munições anunciam nas suas caixas (catálogo ou website) a informação balística necessária para as distâncias mais comuns (50, 100, 200…). Por exemplo, para o calibre .30-06 com um projétil de 165 grains Norma Orix, se deixarmos os impactos no alvo a 50 metros cerca 8 centímetros acima do centro, temos a finação a “zero” (centro do alvo) para a distância de 150 metros. Basta consultarmos a informação balística fornecida pelo fabricante das munições, tendo em consideração padrões standard (altura da mira a 40 mm do cano, p.ex.) dos quais, regra geral, não nos afastamos com as opções existentes no mercado.

Complicado?
Não, apenas requer um pouco de prática. O processo é simples e intuitivo. Obviamente, o tiro exige concentração e método. Siga sempre as regras de segurança, confirme antes de cada série de disparos se o cano da arma está livre (cuidado com os colimadores!) e tenha calma. Se os disparos não estão agrupados, pare, descanse e relaxe. Não culpe de imediato o equipamento. Volte a repetir o processo e só então retire as suas conclusões definitivas. Verá que no final a sua média de tiros certeiros melhorará. Bons tiros!
A escolha das montagens
Naturalmente, a disponibilidade financeira condiciona na maioria das vezes a escolha das montagens. Por isso será conveniente analisar em primeiro lugar a utilização que dará à sua carabina. Por exemplo, não será muito lógico optar por umas montagens de saque-rápido se apenas tem uma única mira telescópica para montar numa carabina sem órgãos de mira abertos. Nesse caso opte por umas boas montagens fixas, bastante mais económicas. A altura das montagens é condicionada pelo tipo do aparelho ótico. Uma mira telescópica com lente objetiva de maior diâmetro (50 ou 56 mm) obrigará a montagens mais altas. Por vezes, a existência de alça no cano forçará a mesma decisão. O mesmo se passa com os aparelhos de pontaria de visão noturna. Uma mira montada numa posição mais elevada, se não for acompanhada por uma alteração na altura da crista da coronha, obrigará a uma postura de tiro menos confortável que terá quase sempre como resultado disparos menos precisos.