As temperaturas elevadas representam um risco grave para a saúde e o bem-estar dos cães. Ao contrário dos seres humanos, os cães têm uma capacidade limitada para regular a temperatura corporal, uma vez que transpiram apenas através das almofadas plantares e dependem essencialmente da respiração ofegante para dissipar o calor. Em dias de calor intenso, esta estratégia pode revelar-se insuficiente, aumentando significativamente o risco de insolação, desidratação e outras complicações potencialmente fatais.
Os sinais de alerta incluem respiração excessivamente rápida, salivação intensa, fraqueza, desorientação, vómitos e, nos casos mais graves, perda de consciência. Perante qualquer um destes sintomas, o animal deve ser imediatamente retirado da fonte de calor, arrefecido de forma gradual e observado por um médico veterinário com a maior brevidade possível.
O Clube Português de Canicultura (CPC) lançou uma campanha nas suas redes sociais com alguns cuidados simples que podem fazer toda a diferença nesta vaga de calor:
- Garanta água fresca e limpa permanentemente disponível. A hidratação é essencial para ajudar o organismo do cão a regular a temperatura corporal.
- Mantenha o animal em locais frescos, ventilados e com sombra, evitando a exposição prolongada ao sol, sobretudo nas horas de maior calor.
- Nunca deixe um cão dentro de um veículo, mesmo que seja apenas por alguns minutos. A temperatura no interior de um automóvel pode aumentar rapidamente para níveis perigosos, colocando a vida do animal em risco.
- Evite passeios durante as horas mais quentes do dia. Opte por sair de manhã cedo ou ao final da tarde, quando as temperaturas são mais amenas.
- Tenha atenção ao piso. O asfalto e outras superfícies expostas ao sol podem atingir temperaturas capazes de provocar queimaduras nas almofadas das patas. Uma regra simples consiste em colocar a palma da mão no chão durante alguns segundos: se estiver demasiado quente para si, também estará para o seu cão.

Fonte: CPC
