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Medidas de gestão podem travar o declínio da lebre

by Redação

A diminuição das populações de lebre-ibérica nos últimos anos tem gerado preocupação entre gestores cinegéticos e caçadores. Doenças como a mixomatose, uma gestão inadequada da caça e o furtivismo estão entre os principais fatores apontados para este declínio, sobretudo em zonas tradicionalmente abundantes.

Especialistas da área defendem que é possível inverter esta tendência através de uma gestão rigorosa e sustentada dos terrenos de caça. Uma das medidas essenciais passa pela realização de censos regulares, que permitam ajustar os períodos de caça e os limites de capturas à realidade das populações existentes. O controlo seletivo de predadores, dentro dos limites legais, e a limitação do número de caçadores e de peças abatidas por dia são igualmente considerados fundamentais.

A Jara Y Sedal escreveu um artigo onde refere várias medidas de aplicação para uma melhor gestão que, incluem também, a criação de zonas de caça, a definição clara de dias e horários de caça e a articulação entre cotos vizinhos. Alertam ainda para os riscos das repovoações não controladas, que podem favorecer a disseminação de doenças e revelar-se pouco eficazes do ponto de vista ecológico.

A melhoria do habitat assume também um papel central. A diversificação agrícola, com a manutenção de sebes, matos e áreas de refúgio, a sementeira de culturas favoráveis à alimentação da lebre e a criação de pontos de água contribuem para aumentar a capacidade de acolhimento do território. Em zonas de caça com galgos, a instalação de refúgios artificiais pode ajudar a reduzir a mortalidade durante as perseguições.

Em conjunto, estas medidas demonstram que uma gestão cinegética planeada, integrada e orientada para a conservação pode ser decisiva para a recuperação sustentável das populações de lebre.

Fonte: Jara Y Sedal

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