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Estudo revela como o clima condiciona a migração das galinholas

by Redação

Um estudo húngaro baseado em mais de 24.000 galinholas registadas ao longo de uma década revelou que a migração primaveril desta espécie está fortemente condicionada pela temperatura mínima e pelas precipitações.

Segundo a Jara Y sedal, este estudo foi publicado na European Journal of Wildlife Research, e analisou aves registadas entre 2010 e 2019 no programa nacional de monitorização de capturas da Hungria.

Os investigadores verificaram que noites mais quentes aceleram o passo migratório, enquanto o frio intenso, neve tardia ou chuvas fortes podem atrasar ou mesmo interromper temporariamente o movimento das aves. Em média, ao longo da década estudada, o pico da migração antecipou-se cerca de seis dias, chegando a ultrapassar dez dias em alguns anos.

Embora a Hungria se situe numa rota migratória de passagem para o norte e leste da Europa, e Espanha seja sobretudo uma zona de invernada, os especialistas consideram que os resultados têm relevância ibérica: a migração da galinhola também é sensível ao frio e à chuva na Península, e padrões semelhantes de antecipação primaveril têm sido observados noutras espécies migratórias europeias.

O estudo confirma cientificamente aquilo que muitos caçadores já notavam: invernos suaves seguidos de primaveras precoces tendem a acelerar a saída das aves, enquanto períodos de frio podem retardar a migração. A questão que permanece é saber se análises de longo prazo em território espanhol confirmariam as mesmas tendências detectadas na Europa central.

Fonte: Jara Y sedal

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