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Peste Suína Africana chega pela primeira vez à Finlândia e coloca caçadores no centro da resposta sanitária

by Redação

A Peste Suína Africana (PSA) foi detetada pela primeira vez na Finlândia, após a confirmação, a 30 de julho de 2026, de casos em javalis na região de Virolahti, no sudeste do país, junto à fronteira com a Rússia.

Na sequência dos primeiros casos, as autoridades finlandesas estabeleceram uma zona de infeção que abrange os municípios de Virolahti e Miehikkälä e parte de Lappeenranta. Nesta área, a maioria das atividades, incluindo a caça, encontra-se atualmente restringida, sendo permitidas apenas ações de controlo populacional do javali especificamente organizadas pela Finnish Food Authority, a autoridade responsável pela segurança alimentar e saúde animal no país.

A Finnish Hunters’ Association apelou aos caçadores para que cumpram rigorosamente as orientações das autoridades e não realizem ações por iniciativa própria dentro da zona afetada. Ao mesmo tempo, os caçadores estão a ser diretamente envolvidos na resposta à doença, nomeadamente através da procura de cadáveres de javalis e de ações de controlo populacional organizadas pelas autoridades veterinárias. Estas operações decorrem sob orientação da Finnish Food Authority e com medidas específicas de biossegurança destinadas a evitar que as próprias ações de controlo contribuam para a disseminação do vírus.

A deteção na Finlândia surge num contexto europeu em que a PSA continua presente e a espalhar-se em diferentes regiões. A experiência acumulada noutros países demonstra a importância de uma resposta coordenada entre autoridades veterinárias, caçadores, agricultores, proprietários rurais e restantes intervenientes no território. A FACE recorda ainda a experiência da Suécia, onde a colaboração entre autoridades e comunidade cinegética foi considerada relevante para a erradicação da doença naquele país.

Para já, a prioridade das autoridades finlandesas passa por conter o foco, impedir a sua propagação para outras zonas e reforçar a vigilância sobre as populações de javali. A situação volta a demonstrar o papel que a gestão das populações de javali e a participação dos caçadores podem assumir na prevenção e controlo de uma doença com fortes impactos sanitários e económicos.

Fonte: FACE

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